Julieta Envenenada

porque sou a minha própria história

7.12.09

Delicadezas

É na madrugada que me sinto mais viva. Com o silêncio lá fora é que dá vontade de sair por aí, de ir ao cinema, de fazer coisas. É na madrugada que sinto mais, que quero chorar, que quero desabafar. Quando todo mundo já foi, quando o prédio dorme, quando os carros que passam na rua são escassos. Hoje me deu saudade do que ainda estar por vir.

Ando mudada, me pergunto se não é a idade. Me disseram que é uma fase. Comprei minhas passagens para um lugar cheio de cachoeiras e tranqüilidade e é lá que passarei a virada do ano. De laranja, é a minha cor indicada. Vou sozinha e assim pretendo estar, comigo mesma, ando tão assim ultimamente... Esse ano sem você e pós você não foi fácil não. Muita coisa. Muita coisa que vem desde o ano passado. Muita informação. Talvez seja por isso que fui embora, talvez seja por isso que não consigo nem falar sobre. Agora tomo cuidados maiores, faço-me de “misteriosa”, apesar de ter cada vez mais convicção que da vida pode se dar a arte, e sigo com os meus projetos.


Desde sábado ando muito triste com essa fragilidade que somos. Fiquei muito triste pela violência e fiquei mais abalada do que imaginava, fiquei realmente mal, mas sigo confiante.


Podemos também levar um tiro a qualquer momento. E nada pode impedir, mesmo se não reagirmos e reagir no caso dele foi um ato que faz parte daquele filho da puta, com aquele coração grande e simples.


Hoje nasceu o João, filho da minha amiga Camila. Fiquei muito emocionada vendo suas fotos. Lindo e saudável! Fiquei muito feliz.


E a vida é assim né? Uma roda gigante.


Você tinha razão, eu devia morar um tempo em São Paulo, ando conhecendo paulistas e me dando muito bem com todos. Sinto-me a vontade, parece que penso da mesma maneira. Talvez seja a herança dos meus pais, assim como me deram o teatro, também me deram um comportamento “paulistano”. Rs.


Este ano que não acaba, toda hora abre mais um edital, rola mais uma oficina e me chamam para mais um novo trabalho. E o coração?


O coração anda cheio de amor, transborda, mas escorre pelo ralo.














6.12.09

homenagem

QUE OS DEUSES PROTEJAM OS MALDITOS

SEM ELES TUDO FICARIA AINDA PIOR.




5.12.09

Não bebi

Mas acordei de ressaca.
Logo depois Ramon me liga e diz que saiu no globo online que teve uma tentativa de assalto nos Parlapatões e o Mário Bortolotto está no hospital em estado grave. 
CARALHO!
Fiquei chocada, pelo Mário, pelo espaço, pelo Hugo.
Como é que atiram no Mário? Como é que tentam assaltar os Parlapatões?
Para mim lá poderia ser um lugar onde os anjos protegessem aqueles doidos, principalmente os que enchem a cara, os que bebem essa vida e tomam uísque até o amanhecer.
Liguei para o Guizé, que tinha saído um pouco antes de lá. Me acalmou, está esperançoso.
Assim espero Guizé, assim espero, que tudo fique bem.
Espero ler muito mais ainda o blog do Mário, seus textos, que leio desde que conheci o Cemitério de Automóveis, há uns 6 anos atrás quando eles ocuparam o Espaço Sérgio Porto.
Espero beber doses maiores de uísque, maior que da Guanabara, lá nos Parlapatões junto com ele.
E que os anjos protejam, ele e todos os bebuns.















3.12.09

me esquece

me sinto perseguida
me sinto incomodada.
me procuram sem me conhecer,
ando sem paciência para o mundo.
uma fila de teatro já me irrita, aquelas pessoas falando o tempo todo e alto, que inferno, já dá vontade de correr dalí e se a criatura (!) esquece o texto, não sinto vergonha, mas raiva alheia.




e olha:
quem me comeu, comeu, é passado.
e quem não me comeu, se não dei até agora é porque não quero dar!
definitivamente.
não adianta sentar no bar da minha esquina, eu vejo de longe e já mudo de calçada.
eu quero corpo novo, pica nova, beijo bom, espírito leve, hálito livre
sinto agora ojeriza dessa gente que está sempre com a verdade do mundo na ponta da língua.
o j e r i z a



1.12.09

01 de dezembro de 2009.





Hoje é o dia mundial de prevenção a AIDS.
Lembro que no ano passado escrevi aqui sobre esse dia, sobre proteção e respeito.
Passou um ano e muita água rolou. 
E hoje dedico esse post aos meus grandes ídolos que morreram de AIDS, Cazuza, Caio Fernando Abreu e meu pai.

Sempre Cazuza, o grande poeta, Caio descubro agora, se tornou meu grande companheiro, me emociona, me deixa louca e me alivia a cada dia. Meu pai, José Luiz Rodi, é mais do que nunca meu parceiro de vida, de alma e de profissão.

Meu pai pegou Aids quando eu tinha 7 anos, faleceu 10 anos depois. Foi muito discriminado, as pessoas não sabiam ao certo como pegava a doença, seu trabalhos diminuíram e ele ficou em depressão. Mesmo assim viveu mais 10 anos e todos os amigos que ficaram ao seu lado até o seu falecimento estão até hoje saudáveis.

O que mata é o preconceito.

Ano que vem vou resgatar a sua memória.


29.11.09

vontade de nada



Nesses dias de calor, não tenho vontade de nada.
É tanto calor e tanta confusão que quanto menos me mexer, quanto menos gente encontrar é melhor.
Por isso fico em casa. Por isso não saio para nada, só para ensaiar ou fazer peça, praticar yoga, dar uma caminhada, mesmo na chuva, dar um mergulho, na praia ou na piscina, ou assistir uma peça, abro exceções aos grande amigos. Nessa semana estive com dois que vieram de São Paulo, foi rápido, mas inesquecível. Júlio e Lúcia, os quero para sempre, mais um presente do amado Samuka que me trouxe muita coisa boa esse ano.
Mas fico em casa trabalhando para um ano melhor, para um ano adulta, para um ano de resgates, um ano de crescimento, um ano de paz, assim espero.
Engraçado e desgraçado que quanto mais quente, mais as pessoas saem as ruas e tudo se torna mais confuso, parece que são as moléculas vibrando no calor.
Não suporto, corro para casa.
Daria tudo por um ar condicionado!
Mas acabo nua com um ventilador velho mesmo que com mal contato.
É a época das vacas magras, mas com isso já estou resolvida, não sofro mais, apenas atraso as contas.

E assim vou levando.
Ano que vem tudo vai mudar. E esse ano que não acaba!! Vixe...
Mas não tenho pressa. Vou caminhando. Leio o Caio e me 'enclausulo'.
Não quero festas. Quero um maremoto.
Não quero sexo, quero o grande amor.
Não quero qualquer trabalho, quero a paixão da minha vida.
Se aquele anjo falasse comigo, acho que viria como estou mudada, como eu acho que mudou também, apesar da rabujice...
Ainda quero me mudar um dia, mas crio raízes aqui, cada vez mais profundas.
E são elas que vão me fazer forte para eu percorrer o mundo como uma montanha.

p.s.: Hoje meu pequeno Borges foi embora, Ramon o levou, aquela patinha não vai me acordar mais pela manhã. Tenho saudades do meu nego que não volta, tá amarrado e bem amarrado no Zé Celso e seu Banquete, às vezes penso nele, mas depois desisto, desisto, deixo o tempo passar.



26.11.09

Anticontemporâneo


25.11.09

Sem etiqueta



 Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô de Nova York, vestindo jeans, camiseta e boné.

Encosta-se próximo à entrada. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes. Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de mil dólares.

A experiência no metrô, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino.

A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Bell, no metrô, era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.

24.11.09




                                       Tira do André Dahmer





23.11.09

bom saber

que cada vez tenho mais medo de amar. tenho sim, todo o tempo.
porque já sei que vai acabar um dia e tô cansada de tudo acabar e recomeçar.
as coisas são construídas e depois demolidas e construídas e demolidas...
cada dia vejo que não entendo nada desse mundo.
preferem as garotas chatas que dizem poemas canastramente,
se vc diz que quer estar, foge
se vc faz um menáge, querendo que ele vire uma caixa de pizza depois, liga no dia seguinte.
já devo estar chegando na metade da minha vida e sinceramente cada dia acho que sei menos ainda.

queria mesmo amar e ser para sempre
que fosse para a vida toda
para ter filhos, construir uma casa, uma vida,  mil histórias
dormir, abraçar, chorar e rir..

eu acredito em anjos.
por que então não acredito no amor?



18.11.09

Não quero saber das suas histórias. Nada mais me interessa, agora eu julgo os homens a partir das mulheres que estão ao seu lado na mesa do bar.  Eu quero é rasgar, ficar roxa, quero que a pimenta queime, quero que os olhos ardam, insuportavelmente.
Detesto essa vítimização, sem paciência. Só ando é de táxi, com as janelas abertas para o ar não ficar parado.
Desligo o telefone, não recebo mais chamadas.
Só faço ligações a cobrar.
Agora só faço surubas.
Não me apareça no dia seguinte.
Não entende.
Não quero mais casos, quero uma churrascaria, quero carnes, sangue, tripas, nó. 
Quero a terra rachada, o sangue batido, a carne suando, seus sulcos chorando, arranhe minhas costas, machuque o meu pescoço.
Agora provo todas as garrafas do balcão,
E vou embora sem pagar.



Vá.
Foda-se.





11.11.09

PHODA!!!

PHODA É TER EM MÃOS TEXTOS BATIDOS Á MÁQUINA, RABISCADOS, ERRADOS, QUEIMADOS, CUSPIDOS PELO SEU PRÓPRIO PAI.

TODOS OS SEUS PENSAMENTOS, TODOS OS SEUS DEVANEIOS, OS SEUS SURTOS, SEUS SONHOS....

MEGA FUCKING!!!!



258 DIAS EM CASA

258 dias sentada no sofá ou na cadeira pesquisando, lendo e escrevendo aquele homem que me fez. Ás vezes tenho vontade de desistir, às vezes choro.
Música clássica, interurbanos, em busca dele, fecho orçamentos, traço planilhas.

Ao meu lado, só o Borges, o gato, o homem vivo da casa.
Me sinto só.

Penso em desistir.

Saio para caminhar na chuva.
Tomo banho.
Pego os textos.
Continuemos.






10.11.09

trogo pai

Eu já tenho 31 anos e óbvio que já entrei na fase de me perguntar se terei filho algum dia. Toda vez que vejo uma mulher grávida, pergunto a sua idade, para ver se ainda me resta esperança de algum dia engravidar, mesmo mais velha.
Tenho um amigo, aliás 2 (só que um deles sumiu pelo Nordeste!!) que dizem que serei a mãe dos filhos deles. Pelo meu histórico de filha de mãe solteira, mulher independente, que teve sua filha com um amigo, até que esse papo não me parece tão maluco assim. Mas o que eu falo para os dois é que quero ter um filho sim, apesar de morrer de medo da hora de parir, mas com um homem que eu ame, que seja meu parceiro, que seja, mesmo que cafona, a continuação do nosso amor. Só não sei se o encontrarei...


De qualquer maneira, não posso ter um filho com um homem que tenha anemia, a anemia que eu tenho, que vem do mediterrâneo, e que vou viver com ela sem maiores problemas, porque ela é minor, basta me alimentar bem. Mas não posso ter filhos com quem a tenha, porque o "fruto do amor" pode nascer com a major, aí ficaria mais complicado..
Mas ainda sim, mesmo sem anemia, quero ter muito cuidado com que homem será esse que vai educar essa criaturinha.Vendo aqui da minha janela, vejo um pai que fica o dia todo com a Clarinha, que é uma menina de uns 3/ 4 anos, enquanto a mãe e a sogra vão trabalhar. Um imbecil gordo que reprime a garota. Diz a ela que não tem que querer e tudo que pede, ameaça a guria, dizendo que se não fizer apanha!!
A mãe quando chega até briga com o trogo do pai, a mãe da Clarinha é uma mulher sensata, até porque nem todas são né?
Eu fico aqui pensando como uma mulher se casa e tem filhos com um animal como esse.

Assim é preferível ter um filho com um amigo, que seja doce, sensível e inteligente, além de gatos, como os meus são. 

Ai, deve ser maravilhoso ter esse amor incondicional de uma criança....




9.11.09

A filha da empregada

Para continuar a minha trilogia de monólgos autoficcionais estou pensando em fazer "A filha da empregada", logo após ao meu próximo projeto "A dona do fusca laranja" que finalmente pretendo realizar o ano que vem.
A filha da empregada é como meu amigo Ramon Mello me chama. Quando ele vai me apresentar a certas pessoas, eu já estou lá no canto da casa, encostada na parede, com o pé em direção a porta. Sempre fico com vergonha de pessoas que admiro, não sei o que fazer, não sei o que dizer, tenho medo de falar muito, de falar nada, de ser chata, de estragar tudo. Então fico encostada no canto, só olhando.
Até parece que sou tímida, na verdade sei que não sou, mas tenho esse complexo de "filha da empregada". Só chego mais perto quando me sinto a vontade, e tem essas pessoas que te deixam a vontade, é incrível.  As conversas de poucos minutos ou algumas horas, não se sabe se vai repetir a dose, mas algumas vezes elas remexem questões tão íntimas que reverberam aqui na alma....





4.11.09

44 anos de Rodrigo de Souza Leão

Hoje é o aniversário de 44 anos de nascimento do Rodrigo de Souza Leão.
Viva Rodrigo!
Que a sua obra seja eterna.



Azul
sua última postagem no seu blog www.lowcura.blogspot.com

A mente esquizofrênica não funciona bem e boicota, sem os remédios, o tempo todo. Com remédios ficamos bem. Leves e tranqüilos para o mundo, que é muito bom. Fora as pessoas que não valem à pena, estas manter distância torna-se necessário. Positive Vibrations.















- Você quer ver algo mais colorido?
- Quero.
- O que você quer ver?
- O sol.

Todos os cachorros são azuis - 7 letras













28.10.09











27.10.09

Da carta do João

"Quando você se apaixonar, vai descobrir que a paixão é a busca do sentido através da dissolução completa do sentido. Isso é uma selvageria: a paixão é irrepresentável como uma desgraça, ainda que a humanidade tente fazer isso há milhares de anos."
                                                                         João Paulo Cuenca







22.10.09

19.10.09

A calma quando vem

Tinha tirado a internet aqui de casa, coloquei hoje, quase cancelo o celular, tinha tirado o telefone da minha agenda, mas já devolvi para o seu lugar, escrevi a mensagem, mas não mandei, já até apaguei, disse que não ía e fui, disse que não ía me apaixonar e me vi aos prantos, disse que não ía atender e atendi, disse que não ía e fui, disse que ía me apaixonar, mas não.
Fiz planos, mas não, economizei, mas mesmo assim, escolho os caminhos e pago por eles, certeza nenhuma, essa coisa aqui, que volta, disse que ía sair, mas voltei, disse que não faria nada, mas faço, que não vou mais, digo que dessa água não, os anos vão passando, tenho mais de trinta, o filho da puta me, eu não quero, eu já disse, eu não quero, eu quero um, só para mim, mas não pode ser qualquer um, me suborna. vida até agora, vida que ainda vem, felicidade, medo de ser, de se estar, medo da mediocridade, aumenta.
a calma quando vem é boa.
Quando vem.
Só na tarja preta para viver mesmo, ainda mais esses dias.



16.10.09

da solidão de ser único.

Acordei com muita dor de cabeça, enjôo e língua formigando.
Medo.
Voltei a dormir para ver se passava ou para ver se morria.






    
                                    do Andy W.







15.10.09

na primeira vez que eles se encontraram, chovia

mas mesmo assim não desistiram.
o bar fechou, eles seguiram para outro.
o outro fechou. eles caminharam juntos debaixo da chuva.
o uísque amolecia. era só uísque, nem cigarro acompanhava.
ela tremia.
lá fora chovia.






Na primeira vez que dormiram juntos, ele disse que a amava.
Ele já dormia quando disse que a amava.
Ela riu.
Algum tempo depois ela sonhara: ele pedia ajuda no sonho.
Ela não entendia.
Hoje ela sonha com ele três dias seguidos.
Em todos os três sonhos ele diz que está apaixonado por ela.
Quando ela acorda e lembra do sonho, ela ri.


Ela não entende.
Então, ela sorri.






Da série: de tudo mais é isso que vale.

A única vez que dei aula na minha vida, foi há uns 4 anos atrás, lá na Martins Penna, mesma escola onde me formei. Foi uma oficina para duas turmas durante um ano. No primeiro dia de uma das turmas, fiz alguns exercícios que bebi do grande Boal. No final da aula, sentei com a galera e perguntei o que acharam, se queriam fazer algum comentário. De repente, um dos alunos, que era ex policial, todo travado ainda, no corpo e na maneira de falar, ele não acreditava mais nos homens porque "já havia visto muita gente matando. Amigo matando amigo pelas costas".

Ele levantou a mão e falou, era mais ou menos assim:

"- Quando você começou aquele exercício em roda dos escravos de jó, eu achei uma besteira, mas ficou... (ele deu uma pequena pausa e repentinamentre recomeçou) Eu tenho duas filhas, uma de 10 e outra de 6. Nunca brinquei com elas. Mas a partir de hoje vou brincar, porque o clima que se instaurou aqui foi tão bom que eu quero levar isso para a minha casa, para as minhas filhas."

Fiquei toda arrepiada, meus olhos ficaram cheios de lágrimas, respirei bem fundo e continuei.




12.10.09

homem primata


Muito engraçado depois de tanto tempo, ir em show de playboy e ver os playboys, sarados, tatuados, alguns sem camisa, olhando mesmo que de longe, no fundo dos seus olhos.
Paciência nenhuma. Não perco nem o meu tempo. Sem tesão algum. 

Sabe do que preciso mesmo? De um Homem que me tire do sério, que me arraste pelos cabelos, que arrombe a minha porta, um Homem forte que me cale  a boca para sempre.




CADÊ ELE ?
ca-dê? 








11.10.09

Rainha (s)

Duas atrizes em busca de um coração.














Espetáculo divino.
Só vendo mesmo.




 

Saudação ao Sol



O sol voltou. Muita coisa escorreu pela chuva.
Vou caminhar por aí. Sentir de volta aquele calor na pele.
É só disso que preciso agora.


10.10.09

pedritas






o que adianta uma semana de ioga, sem açúcar, caminhadas na praia, pensamentos positivos, se de repente vc se vê num canto do bar, na quinta dose de uísque na quarta grama de pó, uma caixa quase vazia de marlboro, o dia amanhece e aquela vontade de gritar que não passa?





para o menino pedra de gelo

eu tenho mais medo de mim do que você.


foda-se !






para o gato da alice

Quando ele chegou com aquele sorriso safado, meio envergonhado e com o corpo malemolente e falou o meu nome reticente. Eu já sabia.
Eu não acreditei, mas entendi.
Pela milésima vez ele volta. Eu entendo, não acredito (caraca!), mas eu entendo.
Para dizer a verdade tenho até um pouco de inveja.
Eu queria também amar assim, querer assim, sofrer assim, voltar assim. Eu queria.
Mas não tenho vontade de voltar, tenho mais é vontade de seguir, de largar, às vezes tenho até vontade de parar. Estancar.
O meu problema é que eu não espero o final.
Me diluo antes.
É uma merda.
"A vida é uma merda mesmo"
"É memo."
Meu amigo, seja feliz.
Estarei aqui as voltas com as minhas fugas, me diluindo.
Te admirando.



9.10.09

Conversa com Drummond



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